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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Poderia ter sido MUITO pior


O Fluminense, contra o Corinthians, foi o Fluminense de 2009. Um time medroso, assustado e que não inspira a menor confiança. O jogo contra o São Paulo no ultimo domingo, mostrou que aquele comportamento foi um acidente cósmico ou algo assim. Ontem contra o Corinthians voltamos à mesmice irritante e que me preocupa muito.

No primeiro tempo poderíamos ter sido eliminados da competição, tamanha foi a facilidade que o Corinthians encontrou pelas laterais e o meio campo. Só no primeiro tempo, sofremos um bombardeiro de 12 escanteios, e nenhum nosso.

Voltamos a nos embolar e a não propor nada. Nessas horas os jogadores do Fluminense parecem estar jogando todos vendados. É como se a cada toque, a cada passe, batesse um tremendo desespero de não saber onde está seu companheiro e o quê fazer com a bola.

João Paulo e Mariano que são bisonhos continuaram sendo. W. Monteiro que é pesado e limitadíssimo se desdobrou e foi um dos melhores em campo, cobrindo tanto o lado esquerdo quanto o direito do time.

Thiago Neves, de forma inexplicável, errou 99% dos passes e fugiu do combate em várias situações. A entrada de Conca no seu lugar, nos últimos 10 minutos de jogo, mostrou como o argentino joga com vontade, apesar de ser menos técnico que Thiago.

Poderíamos ter empato o jogo no segundo tempo, assim como poderíamos ter tomado outro também.

A entrada de Conca no lugar do inoperante Thiago Neves e de Alan no lugar do medroso Maicon (que tirou o pé em várias vezes) , foram fundamentais par ao Flu respirar nos minutos finais.

È possível vencermos o próximo jogo? É.

Hoje temos futebol e comportamento para isso? Não.

Algo novo terá que ser feito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Rapidinhas


Leandro já é jogador do Fluminense. O fax que estava pendente foi enviado hoje pela diretoria do Porto. Pra mim é um ótimo reforço. Alguns disseram que Leandro é o novo Junior César. Pelo amor de Deus né gente? Sei que o Junior César fez boas partidas pelo Flu, principalmente pela Libertadores, mas não da pra enganar tanto tempo. Leandro tem mais corpo, marca melhor e sabe até cruzar.

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Diguinho tem tudo para colocar o Arouca no bolso. Arouca sempre foi um jogador promissor, mas durante muito tempo alternou bons e maus momentos. Diguinho  mais regularidade e acredito irá dar certo.

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Roger, bom atacante que estava no Sport, também deve pintar e tem tudo para fazer uma boa dupla com Leandro Amaral.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Master Mind


Renê Simões, que além de competente, se destaca pelo uso intenso da psicologia em todos os seus trabalhos, costuma trabalhar o atleta como um todo, e não somente com suas pernas, publicou uma carta destinada aos Tricolores. Mais uma bola dentro desse excelente profissional que até pouco tempo, era visto apenas como um bom entendedor de futebol.

Prezado torcedor tricolor,

Ao longo da minha carreira de mais de 35 anos no futebol, criei o hábito de escrever cartas aos torcedores. Acredito que a torcida é parte fundamental da máquina que movimenta um time e precisa ser tratada com devido respeito e informação. Venho freando meu desejo de escrever a você desde a minha chegada. Hoje, com o dever cumprido de mantermos o Fluminense na Série A e ainda com a conquista da vaga para a Copa Sul-Americana, acredito que enfim chegou o momento.

O futebol nos proporciona oportunidades de observar grandes fenômenos sociais. Ele influencia inclusive nos nossos relacionamentos, uma vez que associamos nossas alegrias e tristezas pessoais aos resultados do nosso time. Aprendemos ali o valor de derrotas, vitórias, imprevistos e imponderáveis. Trata-se de um processo de ensino espetacular na vida de um ser humano.

Durante a conquista do vice-campeonato da Libertadores, a torcida tricolor deu uma amostra de grandeza e civilidade ao aplaudir o time no final do jogo. Ali estava a morte de um sonho, mas a reflexão e o bom senso demonstraram que, apesar da perda do título, o time havia feito o inédito para e pelo clube. Houve lágrimas de velhos e jovens, pais e filhos, homens e mulheres, mas também solidariedade, camaradagem e entendimento. Houve ainda muita dor e questionamento, mas sem que a esperança fosse aniquilada. Thomas Edison disse: "Todo vencedor é um perdedor experimentado".

Nossas derrotas devem ser analisadas e criticadas, sempre, mas com bom senso e realismo. Hoje, vemos jogadores que há pouco tempo eram perseguidos saírem de campo sob aplausos. Acho um direito legítimo de cada membro da torcida gostar ou não de um jogador, mas seu papel preponderante durante o jogo deve ser sempre o mesmo - o de incentivar. Naqueles 90 minutos, o objetivo comum tem que ser a vitória. Vaias e desaprovação devem ser demonstradas sempre após as partidas e com a educação e prudência de uma torcida centenária e diferenciada como a tricolor.

Sei que essa carta pode ser mal-interpretada, assim como outras histórias que levei aos jogadores, mas não me importo e também não mudarei de atitude. Poucos aceitam que um treinador possa ver sua profissão além do universo campo-bola. Mas, como treinador de pessoas, me sinto impulsionado para falar e passar minhas experiências na intenção de que o mundo seja um lugar melhor. Se não conseguir, não terei o remorso de não ter tentado por covardia. Olharei para as futuras gerações e lamentarei, mas não me punirei por não ter tentado.

Quem conhece minha carreira, sabe que eu gosto de desafios - de "tentar". Ao aceitar dirigir o Fluminense, tive a convicção que podíamos sair do momento que o time vivia. Trouxe comigo uma comissão técnica de profissionais da melhor qualidade, com conhecimento, experiência e confiança inabalável. Encontrei no clube uma Coordenação do Futebol ativa e comprometida, uma diretoria sempre atenta, um patrocinador envolvido e apaixonado pelo Fluminense, uma equipe de apoio excelente e uma comissão técnica muito honesta. Além disso, contei com jogadores que, apesar de abalados por tudo o que enfrentaram, tinham qualidade e determinação suficientes para competir com os grandes times deste país.

Os resultados que conseguimos com os jogadores foram frutos de uma metodologia de trabalho que persegue a perfeição, assim como uma estrada sempre em construção. Não há trégua para falta de interesse, cumplicidade com a mediocridade e fraqueza de propósitos. O treino tem que ser a preparação para o jogo. O jogo tem que ser o reflexo do treino, e o treino após o jogo, a correção dos erros cometidos, formando um ciclo de desenvolvimento e aprendizado.

As diferentes partes científicas de preparação de um atleta são encaixadas no controle total de rendimento, que o levam ao rendimento máximo de momento. Todas as áreas trabalham interligadas: preparação física, fisiologia, nutrição, psicologia, fisioterapia e as partes técnica, tática, administrativa e coordenação. Afinal, para exigir o máximo é preciso proporcionar o máximo.

Torcedor tricolor, tudo que estava ao nosso alcance - e com "nosso" incluo todo o Fluminense- foi feito. Espero que nossos esforços tenham tornado o seu fim de ano um pouco mais feliz e tranqüilo. Espero também que o ano de 2009 traga muitas alegrias para a nação tricolor fazendo jus ao hino do clube: "Sou tricolor de coração, sou do clube tantas vezes campeão".

Um grande abraço e que Deus abençoe a todos nesse Natal!

René Simões